Medo de consumidores deve atrasar a normalização de gás em Londrina

Fonte: Bonde

 

O temor de uma nova paralisação dos caminhoneiros deve atrasar a normalização da entrega de gás de cozinha em Londrina. De acordo com Sandra Ruiz, presidente do Sinegas (Sindicato das Empresas de venda por grosso e a Retalho de Gás Liquefeito de Petróleo), 50% das entregas nas revendas estão normalizadas e apenas em uma ou duas semanas, todos os locais estarão com 100%. “O problema é que os caminhões chegam às revendas e, logo na sequência, os barcos são vendidos rapidamente, já que a população está comprando em grandes quantidades e com medo de uma nova greve. Há sites que houve limitação da venda de gás de cozinha, no entanto, não há uma restrição ou uma lei que proíba o consumo de comprar várias garrafas”, afirmou.

 
 

Os rumores de uma nova paralisação circularam pelas redes sociais e WhatsApp no fim-de-semana, em que desmentido pela polícia de estradas e até pela liderança da categoria dos caminhoneiros na região de Londrina. Segundo Sandra Ruiz, a logística do setor é complexa, e devido a grande procura, é difícil fazer o reabastecimento. “A maioria das distribuidoras faz o enchimento de botijões em Araucária, região metropolitana de Curitiba. O produto deve ser transportado por caminhões autorizados que cumprem com as normas de segurança exigidas pela Agência Nacional do Petróleo. Estes veículos saem carregados de cascos vazios de bancos e voltam com os barcos cheios. Mas o que chega aos pontos comerciais já sai de imediato”, disse a representante do setor. De acordo com dados do sindicato que representa os distribuidores de 229 municípios do paraná, em 10 dias de bloqueios nas estradas, os comerciantes deixaram de vender quase 306 mil botijões de 13 quilos. “O prejuízo que tivemos passa de R$ 21 milhões de reais. Os empresários tiveram que baixar as portas por pelo menos uma semana, porque os estoques estavam zerados”, finalizou.

Redação Bonde

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