Sindigás ” Gasolina e gás devem manter a inflação em janeiro

Gasolina e gás devem manter a inflação em janeiro

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Fonte: Valor Online | Brasil, São Paulo | SP

Gasolina e gás devem manter a inflação em janeiro

A inflação de janeiro deve continuar bem comportada, apesar do aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, a correção do salário mínimo e da sazonalidade dos alimentos no início do ano, observam os economistas. A ociosidade ainda alta da atividade e do comportamento favorável dos preços da gasolina e do gás de cozinha devem contribuir para a manutenção de um cenário benigno.

A tarifa de ônibus na capital do estado passará de r$ 4 a r$ 4,30 a partir de 7 de janeiro, aumento de 7,5%. A variação é superior à inflação, que deve fechar o ano de 2018 em 3,69%, segundo as estimativas do boletim Focus. Outras capitais devem anunciar reajustes entre janeiro e fevereiro.

De acordo com Humberto Alves, do Santander, o impacto do reajuste deve ser de 0,06 ponto percentual sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro. O economista calcula que o índice deve passar de uma deflação de 0,21% em novembro para uma alta de 0,18% em dezembro de 2018 e de 0,25% em janeiro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de dezembro e o índice fechado de 2018, no dia 11. Já que o índice correspondente a janeiro será conhecido apenas no mês seguinte.

O salário mínimo será de r$ 954, em 2018 para R$ 998, em 2019, reajuste de 4,6%. A correção é considerada o avanço de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e a inflação de 2018 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Até novembro, o INPC acumulado em 12 meses foi de 3,56%.

De acordo com Alves, o efeito do reajuste do mínimo, a taxa de inflação é mais indireto e deve ser diluído ao longo dos meses. Além disso, o impacto deve ser pequeno, já que o aumento real é de apenas 1%. De acordo com o economista do Santander, o maior peso para a aceleração da inflação em janeiro deve vir da sazonalidade dos alimentos, que tendem a subir de preço devido às chuvas.

Por outro lado, a gasolina tem uma forte queda de preços que há, o que pode levar a Petrobras a determinar novos reajustes negativos, mesmo após o corte de 7%, anunciado na última semana de 2018. Também pode haver redução do preço do gás de cozinha.

Já em fevereiro, a pressão inflacionária deve vir dos serviços, já que, pela metodologia do IBGE, concentram-se no mês de reajustes das matrículas escolares.

A Tendências Consultoria, também estima o efeito do reajuste de ônibus em São Paulo, brasil, entre 0,06 e 0,07 ponto percentual sobre o IPCA de janeiro. Para a alta do salário mínimo, não há efeito quantificado, diz o economista Alberto Milan, mas o reajuste deve se juntar a um cenário de maior crescimento do PIB, redução do desemprego e o aumento da população com carteira assinada. Com isso, espera-se uma ligeira aceleração da inflação dos serviços, de 3,2%, em 2018 para 3,3% este ano.

Ainda assim, os analistas estimam que o cenário inflacionário continua tranquilo. “A ociosidade na economia ainda é muito grande, isso faz com que os núcleos de inflação não se sintam pressionados”, diz Alves, que espera uma menor variação dos preços administrados este ano, como a energia elétrica.