Ultrapar tem uma queda de 41% no lucro do 3º tri; ainda acusando a greve dos caminhoneiros | Panorama Farmacêutico

O grupo multiindustrial Ultrapar teve o agravamento dos principais indicadores no terceiro trimestre na comparação ano a ano, mas foi melhorado na base sequencial, uma vez que começou a se recuperar dos desdobramentos da greve dos caminhoneiros.

A empresa que atua em postos de combustíveis, produção de químicos, rede de farmácias, e a ação de granéis, afirmou nesta quarta-feira que o lucro líquido do período somou 323,2 milhões de reais, queda de cerca de 41 por cento ante mesma etapa de 2017, mas avançou 34,3 por cento em relação ao trimestre anterior.

Receita líquida de julho a setembro somou 23,8 bilhões de reais, volume 17 por cento de um ano antes e alta de 5 por cento conta com o trimestre imediatamente anterior.

A divisão do Ipiranga, de postos de combustíveis e responsável por 84 por cento da receita do conglomerado, viu o faturamento líquido crescer 17 por cento ano a ano.

O mesmo efeito que ajudou a expansão desta linha, o aumento médio dos preços, foi o que fez a despesa com produtos vendidos subir de 21 por cento na comparação com os mesmos períodos. O volume vendido cresceu 2 por cento.

Com isso, o resultado operacional da Ultrapar medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 850 milhões de reais, recuo de 30 por cento contra a mesma etapa do ano passado, no entanto, avançando para 18 por cento em relação ao segundo trimestre.

A Ultrapar argumentou que tinha visto um cenário de custos de combustíveis mais favorável no terceiro trimestre de 2017. Além disso, agora teve um efeito negativo de 24 milhões de reais gerado pela greve dos caminhoneiros, que deixou o país na segunda metade de maio.

Os resultados mais fracos do Ipiranga foram parcialmente compensados por melhores desempenhos de outras divisões, como a Oxiteno, de produtos químicos, cujo Ebitda teve um aumento de 135 por cento ano a ano, a 173 milhões de reais. Na Ultragaz, o Ebitda manteve-se estável, enquanto que na Ultracargo, houve expansão de 10 por cento.

O conglomerado fechou setembro com uma dívida líquida de 9,2 milhões de reais, equivalente a 2,9 vezes o Ebitda ajustado, contra os 6,8 milhões de reais 12 meses antes e 1,7 vez o Ebitda. A empresa atribuiu o aumento da alavancagem, principalmente, ao menor Ebitda e ao aumento do seu capital de trabalho no período.

No entanto, a despesa financeira líquida caiu quase pela metade, devido ao recuo da taxa média de juros.

Fonte: DCI