Vacinação de adultos está abaixo do esperado | Panorama Farmacêutico

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta. O Estado de São Paulo tem 28% das cidades nesta situação. Assim como as crianças e os idosos, os adultos também devem manter a sua caderneta de vacinação em dia. De acordo com o órgão, pessoas entre 20 e 59 anos têm de vacinar, pelo menos, contra sete doenças. Para a vacinação de todas elas, quatro tipos de vacinas são necessárias e estão todas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS): hepatite B, tríplice viral (sarampo, acima e rubéola), dupla adulto (difteria e tétano) e a febre amarela.

O Ministério da Saúde salienta a importância também devem ser vacinados anualmente contra a gripe e de tomar a vacina antipneumocócica, que protege contra a pneumonia e a meningite. Como doenças erradicadas no país estão reaparecendo, o plano é focar a vacinação de adolescentes e adultos, que são mais suscetíveis por não tomar as vacinas ou por não reforçá-las. Em nota, a Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo afirma que “é de conhecimento da Covisa que o público em geral e alguns profissionais da saúde desconhecem as vacinas que são recomendadas para a fase adulta.

O papel do médico e dos profissionais da vigilância e prevenção das doenças infecciosas é muito importante e a recomendação deve fazer parte da sua rotina”. S a ra m p o O Município de ribeirão preto confirmou nesta terça-feira (10) o primeiro caso de sarampo em dez anos. De acordo com a administração do município, a pessoa que contraiu a doença no Líbano, enquanto fazia atenção humanitários. Outras cidades paulistas também estão se preocupando com o alto risco de reintrodução do vírus no Estado. Um dos municípios, neste caso, é o de Campinas, que, apesar de ter registrado o último caso autóctone (contraído na cidade) em 1997 e o último caso “importado” em 2011, a Prefeitura está planejando ações de vacinação.

A região é vista como uma localização estratégica, principalmente por causa do Aeroporto Internacional de Campinas. Assim, recomenda-se àqueles que vão viajar ao exterior e para outros estados, além de profissionais ligados ao setor de turismo e de educação, de tomar a vacina. O Brasil não tinha confirmações de sarampo desde o ano de 2015. No entanto, quatro países vizinhos relataram casos, entre eles Venezuela. Com a crise humanitária e o fluxo migratório, regiões do brasil voltaram a ser afetadas pela doença.

Fonte: DCI